Arquivo da categoria ‘Poesias’

Categorias improváveis

Publicado: outubro 15, 2011 em Poesias

Cadeias que prendem
cadeias que entendem
cadeias que crio
cadeias que vivo

São formas subjetivas
de compreensão do concreto
são absorvidos e recriados
pela imaginação

São falsas portanto?
não poderia ao certo afirmar
com certeza não são inocentes…
nem tão pouco apenas imorais…

Como espelhos se apresentam
para nossa percepção
sem as quais não compreenderíamos
nosso mundo interior

D. R. Rangel

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Perguntas

Publicado: outubro 8, 2011 em Poesias

Não que não seja óbvio,
mas muitas vezes esquecemos
que o presente é o amanhã do passado
e que todo presente tem seu próprio amanhã

Nada como um dia depois do outro
outrora se disse… a História não é o passado
o passado foi. A história é.
Como captar a vida sentida na pele do homem?
Como sentir sua dor, sua angústia e seu desespero?
não.

D. R. Rangel

Quem?

Publicado: setembro 30, 2011 em Poesias

Desde pequeno te chamo
à anos sonho contigo
persigo tua morada
procuro nas ruas por ti
em mim, já te possuí
mas o que tive foi pouco
teu nome, sabia doer
teu segredo é a confusão
e ainda que não tenha entendido
a chave reside na reflexão.

D. R. Rangel

A falha, o degrau

Publicado: setembro 30, 2011 em Poesias

Toda queda machuca pois:
mostra que você não é infalível

Nem por isso é perdoável
quando caímos, trazemos:
um micro cosmos á ruína

Quando nos machucamos
machucamos pessoas próximas
quando somos feridos:
queremos retribuír

Não somos infalíveis
geramos ruína
e a retribuímos
sou o pior ser:
com a sorte melhor disponível

D. R. Rangel

Pessimismo otimista

Publicado: setembro 28, 2011 em Poesias

Mesmo que apodrecida
ainda há esperança para a humanidade
se nela não acreditasse,
não haveria também esperança para mim

Sinto que apesar de toda secura,
tal qual a árvore do deserto
a alma humana ainda pode sentir
o calor e a ternura de um toque

Paralelamente a toda artificialidade
futilidade, inutilidade, mediocridade
e para completar, egoísmo,
ainda há traços de bondade
que se condensam em um carinho,
um beijo, ou um abraço sincero

E antes que eu termine
de dizer o que me aflige
deixe-me esclarecer
que o homem é mau
e que nele não há nenhuma virtude

apenas o transcendente
pode explicar a transmutação
do mau em bom
do errado em certo
da água em vinho.

D. R. Rangel