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Publicado em 8 de junho de 2013 | por Caio Oleskovicz

lampada

Homem cria lâmpada virtualmente inqueimável e é ameaçado de morte

E se o que comprarmos vier de fábrica com um pequeno defeito: Ser obsoleto?

(…) Obsolescência programada,
Eles ganham a corrida antes mesmo da largada,
E eles querem te vender,
Eles querem te comprar,
Querem te matar de sede,
Eles querem te sedar.
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?

Pois é. A música 3ª do Plural, composta por Humberto Gessinger para o Engenheiros do Hawaii, já citava um dos possíveis males do avanço tecnológico dos últimos cem anos: estamos vivendo na era da obsolescência programada?

Calma, tá tudo bem. O conceito de obsolescência (programada) é algo meio complicado e não se resume ao que apresentarei, mas a ideia, em linhas gerais, é de que os produtos são confeccionados de maneira a ficarem inúteis após um tempo estipulado pelo seu fabricante. Explicando: suponhamos que uma empresa de grande porte, que comercializa eletrônicos, lança no mercado um determinado aparelho em sua versão “4”, tendo já pronto o “5” e talvez até mesmo o “6”. Mas ela vende o “4”, que é feito com uma tecnologia mais barata, pelo preço de super lançamento tecnológico, sendo que na verdade, já estamos “um passo na frente” e sequer sabemos. Inclusive, esse “4” viria com “prazo de validade”, vindo a caducar exatamente pouco antes ou depois de a empresa divulgar o próximo produto da linha! Obsolescência vem da palavra “obsoleto”: o produto seria feito para ficar ultrapassado ou mesmo “quebrado” num espaço de tempo pré-determinado, forçando o consumidor a comprar um novo produto, nem que do mesmo modelo, antes do que seria realmente necessário.

Tudo muito bonito se tratando da empresa de eletrônicos – “ora”, diria alguém, “mas eles podem vender a tecnologia que quiserem pelo preço que quiserem. Não é minha culpa se a inflação tecnológica acontece porque pagam o seu preço, isso é um molde de mercado” – e realmente, tal pensamento tem certa lógica, se não entrarmos na questão ética. O problema é mais fundo, porém: E se isso também acontecer, por exemplo, com a indústria farmacêutica?

O conceito geral (muito conspiracionista, diga-se de passagem – Dan Brown sentiria orgulho) é de que já existe a cura para algumas doenças “incuráveis”. Segundo essa teoria, o lobby das farmácias é que não deixa essa cura ser disponibilizada – os tratamentos para postergar a morte rendem milhões a essas empresas.

De acordo ainda com essa teoria, acontece mais ou menos como ocorre nos oligopólios: Se alguma das empresas (ou mesmo pessoas físicas) não seguir a orientação das demais, acontecem ameaças à integridade do “infrator”. Ou seja, por se tratar de uma organização muito mais poderosa, o setor industrial em si massacra quem tenta fugir do giro de capital.

Plausível para algumas pessoas e absolutamente improvável para outras, a teoria da obsolescência certamente ganhou um certo destaque recentemente por causa de um espanhol. Esse homem supostamente inventou uma lâmpada LED que dura por muito, muito tempo! Uma lâmpada virtualmente inqueimável! Naturalmente, donos de grandes fábricas se sentiriam incomodados por isso, pois bastaria todo o planeta comprar alguns exemplares dessas lâmpadas e suas empresas estariam arruinadas.

Ao comunicar sua fascinante descoberta à mídia, o espanhol – Sr. Benito Muros – teria sofrido ameçadas à vida da sua família e à sua própria. Mas ele não teria se acovardado nem se curvado às propostas milionárias que diz ter recebido: Prosseguiu e colocou no mercado sua descoberta. Ele ainda afirma que foi à uma ilha, onde existe uma lâmpada acesa ininterruptamente há CENTO E ONZE ANOS.

Sem 111 

Puxa, isso faz nossas lâmpadas fluorescentes ficarem no chinelo!

Ficaria extremamente grato se algum leitor que lide com a área de eletrônica – não é o meu caso, embora já tenha sido –, sem ligações com o governo (brincadeirinha, gente, calma), puder esclarecer se é realmente possível uma lâmpada ficar acesa pela ínfima quantia de 111 anos. Caso sim, pelo menos teremos uma dúvida no ar, não é? Aliás, caso seja de conhecimento técnico a possibilidade disso acontecer, por quê que ainda não acontece? É sustentável, bom para o planeta… A menos que tenha algum capital envolvido, é claro. *wink*

É claro que grande parte da história é suposição e é virtualmente “incomprovável”, podendo, inclusive, se tratar de um óbvio golpe de marketing. Mas a teoria da conspiração está aí armada: como eu disse, Dan Brown poderia escrever algo a respeito disso e faturar algum dinheiro. Opa, isso dá pano para manga para mais uma teoria da conspiração…

A título de informação, o conceito de obsolescência é antigo, de modo que não se resume necessariamente a tecnologias atuais, mas, sim, a certos padrões econômicos que existem já há muito tempo. E, claro, tratando-se isso como uma verdade, é interessante perceber que mal controlamos o uso que damos ao nosso rico dinheirinho.

E você? Acha possível que compremos coisas novas-nem-tão-novas-assim? Ou tudo isso é besteira; é um molde econômico e já somos adaptados a ele?

Breve entrevista concedida por Benito Muros ao “El Economista”:

Se trata de um movimento que denuncia a Obsolescência Programada. Lutamos para que as coisas durem o que tenham que durar, porém os fabricantes de produtos eletrônicos os programam para que durem um tempo determinado e obrigam os usuários a comprar outros novos. A lei permite!

O consumo de nossa sociedade está baseado em produtos com data de validade. Mudar isso suporia mudar nosso modelo de produção e optar por um sistema mais sustentável. Os fabricantes devem ser conscientes de que as crises de endividamento como a que vivemos são inevitáveis e que podemos deter o crime ecológico.

(Repórter: A lavadora de minha mãe durou 35 anos)
E agora aos seis já dá
problemas. Também, antes havia umas meias de náilon irrompíveis.
Deixaram de fabricar, por isso, porque duravam demais.
Mas hoje, por exemplo, temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos em um parque de bombeiros de Livermore (Califórnia). Foi então que surgiu a ideia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida.

(Repórter: Não queima nunca?)
Nunca! Dura mais de cem
anos, porém como não veremos, oferecemos uma garantia de 25 anos.

(Repórter: Não se vê istameaça-de-morteo nos grandes armazéns.)
Não, porque as dis
tribuidoras nos dizem que vivem das que se queimam. Inclusive recebemos ofertas de milhares de dólares para tira-la do mercado.

(Repórter: E quanto custa sua lâmpada?)
Pode ser comprada online por uns 37 euros. Aos fabricantes não lhes interessa.

(Repórter: Um gênio ou um louco?)
Nem um nem outro. Somente buscamos uma sociedade mais justa. Ainda que isto signifique estar ameaçado de morte.

 

http://literatortura.com/2013/06/homem-cria-lampada-virtualmente-inqueimavel-e-e-ameacado-de-morte/

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“As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis”

O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

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Artigo | 8 Julho, 2011 – 15:23

Richard J. Roberts: “É habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores”. Foto de Wally Hartshorn

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.

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A investigação pode ser planeada?

Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.

Parece uma boa política.

Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …

E não é assim?

Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.

Como nasceu?

A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.

Uma aventura.

Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.

Foi cientificamente produtivo?

Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

O que descobriu?

Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de introns no DNA eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).

Para que serviu?

Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?

É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de saúde… Eu tenho as minhas reservas.

Entendo.

A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

Explique.

A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …

Como qualquer outra indústria.

É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.

Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.

Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.

efpiapharmaPor exemplo…

Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …

E por que pararam de investigar?

Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.

É uma acusação grave.

Mas é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.

Há dividendos que matam.

É por isso que lhe dizia que a saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?

Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.

Não fala sobre o Terceiro Mundo?

Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.

Os políticos não intervêm?

Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.industria-II

Há de tudo.

Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

18 de Junho, 2011

Publicado originalmente no La Vanguardia. Retirado de Outra Política

Tradução de Ana Bárbara Pedrosa para o Esquerda.net

Patentes atentam contra disponibilidade de remédios

Máfias farmacêuticas

http://www.esquerda.net/artigo/farmac%C3%AAuticas-bloqueiam-medicamentos-que-curam-porque-n%C3%A3o-s%C3%A3o-rent%C3%A1veis

encontro-com-milton-santos-ou-o-mundo-global-visto-do-lado-de-cc3a12

FICHA TÉCNICA:
Título: Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá
Lançamento: 2007 (Brasil)
Direção: Sílvio Tendler
Duração: 89 min
Gênero: Documentário

RESENHA por David Rejes Rangel

O filme Encontro com Milton Santos – O MUNDO GLOBAL VISTO DO LADO DE CÁ de Silvio Tendler recupera parte da visão do importante geógrafo brasileiro.  Traçando um panorama geral do mundo, principalmente na relação entre os grandes centros econômicos e políticos em contraste com a periferia mundial, o diretor delineia aspectos urgentes das reflexões de Milton Santos para a transformação da situação vigente. Parte portanto de uma crítica já quase abandonada e inquestionada pela maioria dos intelectuais, insistindo necessariamente na questão da luta por um mundo mais justo. Essa crítica, apesar de periférica é urgente fundamentalmente para os que não possuem meios para fazerem-se ouvir, pois apesar de presentes nas ruas das grandes capitais e nas periferias, já não despertam solidariedade pelos que passam ao seu lado dia a dia.

Desconstrói portanto o mito da Globalização. Mito de que a integração comercial entre os países e o aumento tecnológico vivido nas últimas décadas trouxe satisfação das necessidades do homem. A necessidade que deveria ser combatida pela tecnologia é resultado de uma desigualdade cada vez maior, fruto da acumulação de capital possibilitada por essa tecnologia e integração comercial.

Nesse processo de desconstrução do mito da Globalização, o diretor, demonstrando o pensamento de Milton Santos, discute a aplicação prática do Consenso de Washington que se tornou a cartilha para a maioria dos países da América Latina, principalmente com as privatizações, a abertura para as multinacionais, que geraram subempregos combinados com um massivo desemprego.

Não obstante, trata ainda da urgente questão da fome, tema hediondo para um mundo que se considera civilizado e que assiste com indiferença o grande problema para a humanidade. Nesse sentido, assevera ser a questão da fome um problema de distribuição, e não de produção, isto é, não é necessário produzir mais alimentos, pois o produzimos em abundância, muito mais que consumimos, a questão é a distribuição desses alimentos que se concentram onde há abundância e não chegam onde há escassez. Milton Santos afirma que a questão da fome é uma escolha da humanidade, por convivermos tanto tempo com essa situação e não termos transformado essa situação.

A questão da privatização da água é outro tema de importante discussão, visto que há um esforço mundial de multinacionais pela privatização desse recurso natural indispensável ao homem, sem pensar do bem estar da humanidade, apenas buscando novos mercados que possibilitem acumular mais e mais capital.

Esse capital que tem seu livre tráfego defendido, assim como produtos e serviços, mas que restringe violentamente com mortes diárias o tráfego de pessoas entre os países fugindo da miséria em busca de um sonho no qual suas necessidades são supridas.

Nesse nosso modo de produção, o homem deixa de lado o antropocentrismo, abnega sua posição de centro do mundo, para dar lugar ao dinheiro, ao capital em seu estado puro. Essa nova forma de organizar o mundo que vem sendo implantada á algumas décadas é massivamente imposta pela ideologia vinculada a mídia.

Nesse setor, seis empresas controlam noventa por cento do mercado de mídia mundial. Isso resulta num controle quase exclusivo da mídia por um grupo pequeno de grandes empresários, que detém o monopólio da informação.

Essa informação vem ao povo, ao trabalhador empregado ou desempregado, estabelecido ou marginal, como notícia. Essa notícia muitas vezes é recebida como verdade, sem desconsiderar os interesses por parte dos transmissores. Ignora-se o processo de transformação do fato em notícia que resulta da interpretação do fato em si, tanto em níveis inconscientes quanto em níveis conscientes de forma inevitável.

Dado o fato de que essas notícias são criadas através da interpretação dos fatos por empresas que detém o monopólio da informação, resulta-se que as notícias carregam os interesses dessas empresas e dos empresários.

Controlando então a informação, esses empresários que estão na maior parte das vezes vinculados também á outros setores da indústria, dos serviços e do comércio, controlam o que chega ao trabalhador exercendo certo domínio do que se pensa.

Globaritarismo, conceito de Milton Santos designa justamente essa forma imposta de enxergar o mundo segundo a visão da mídia que tem interesse em reproduzir e aprofundar esse processo predatório de exploração mundo e das pessoas por um pequeno grupo de empresários.

O mundo então, não poderia ser analisado como uma unidade, mas de forma a melhor compreende-lo, poderíamos vê-lo como um grupo, mais especificamente um trio:

1) um mundo tal como nos fazem vê-lo, a globalização como fábula.

Esse mundo é o que nos é apresentado pelo monopólio midiático que nos informa segundo seus próprios interesses, quase sempre contrários ao da maioria da sociedade.

2) um mundo tal como ele é, a globalização tal como perversidade.

Esse mundo que Silvio Tendler tenta mostrar segundo a ótica de Milton Santos, nesse lúcido e urgente filme.

3) um mundo como ele pode ser, uma outra globalização.

Que é o mundo sonhado, desejado, e objeto da luta de Milton Santos durante sua vida. Um mundo que tem todas as capacidades técnicas e humanas para se reorganizar segundo o interesse e necessidade da maioria das pessoas.

E para fechar a análise do filme, encerramos com as palavras de Milton Santos quando questionado sobre a humanidade: “Estamos fazendo os ensaios do que será a humanidade. Nunca houve”.

(Licença Creative Commons)

Milton Santos – O Mundo Global visto do lado de cá – Documentário Completo

via Blog do Miro